Análise Lógica do Suporte Emocional

Em certo refluxo geral, a vida aparenta ser muito mais binária e sem guia. Você conhece alguém, amolecido por intimidade e conforto, quando apresentado a um problema externo de alguém amável, trata a situação dentro de duas veias de mesmo sangue: Resolver ou Aconselhar. Na resolução, mora a compreensão e o reconhecimento da realidade, onde se respeita a realidade alheia, as experiências e modo de ser de quem se trata, visando chegar a uma pontuação final de conclusão e aceitação de ambos os lados do determinado problema, afinal, onde há incólume no problema, justo se prega sua consideração servir de algo. Já no aconselhamento, os pedregulhos são mais soltos. A cautela é necessária, e a divergência entre emocional e lógica segue um ladrilhamento exótico de conforto e intimidade pela realidade.

Segue-se, por exemplo, o pressuposto de incapacitado. Um peão importante da sua história se encontra perdido, e se sentindo insuficiente, dentro de uma realidade completamente compreensível de gerar tais sentimentos. Por padrão, se há compreensão da situação e dos fatos, buscamos o consolo, onde contornamos o problema com análise supérfluas de qualidades e abrigo de memórias reconfortantes, afinal, já há o sentimento de insuficiência, o que se pode fazer é dopar o auditório de conforto e ego reconstruído. Em circunstâncias secundárias, seguimos a linha comportamental do silêncio reconfortante, e não necessariamente seguindo a etimologia de silêncio, mas como representologia de seletividade e manipulação. Suas frases são simples, e não insinuam uma intenção de realidade, ou consequências do problema. Coisas como, divergir do problema, como se a vida do amado não se virasse diante disso, e tudo que se relaciona com a probabilidade de perdição diante da confusão.

A muralha entre resolução e reconforto é um pouco acobertada pela comunicação a dois. Se existe um codinome a compreensão dentro disso, como a intensa afirmação de seus sentimentos, ou da capacidade do outro de ser uma calamidade aceitável, talvez a resolução seja mais palpável. O fato é que sempre haverá um meio unicamente íntimo de se ajudar quem se ama, singularidade pura. Respeite isso, e use suas linguagens de segurança, e talvez a carroça consiga andar mais algumas quadras.



Murilo.


Comentários

Postagens mais visitadas