Face em Negrito da Falsa Capacidade do Autoaprimoramento (mascarado por uma escrita política)

Eu tentei o meu melhor - disse eu mentalmente. As assombrações da ansiedade monótona continuam a me consumir, a me confrontar as coragens e as energias vitais. Se eu confiasse na existência de almas penadas e fantasmagóricas, muitas das que se fazem presentes no meu quarto diriam coisas como - Coitadinho do moço, ele é pobre de auto amor! Ou - Ele age como se o universo se importasse com ele para dificultar seus sentidos, coitado, é tolo assim? 

Somos? Somos tolos assim? Contribuo a ideia de que em grandes casos, somos sim. Viajamos de ideia a ideia que nos compartilham sobre o autoaprimoramento, aplicamos todos os métodos que os livros de autoajuda nos proporcionam, com a grande gama de conhecimento que eles obtiveram do além (ou do cu, se você preferir). É de fato possível para muitos que evoluir e se auto aprimorar é algo facilmente acessível, e não muito exaustivo, como os incríveis seres humanos com um estoque inesgotável de fé em seus corações. A religião facilita muito esse processo também (a quem se conecta com uma, obviamente). No entanto, pegue os desafortunados do sossego, da paz e principalmente do silêncio mental, a dificuldade de se aprimorar e de se entender como ser humano, é mais difícil em quantos porcento? 5%? 10%? 40%? A alguns, chega a 100%, afinal o suicídio se encontra entre o presente e o futuro de muitos desafortunados com zero de capacidade de aprimorar uma mente já deteriorada com o sofrimento (isso é declarado através das atitudes dos mesmos, não posso declarar falência de órgãos de corpos que não são meus).

"Ladrilhos carmesim, pelo encaminhado inverno na pólis do café, em meados do século XXI. As crianças disputam seus jogos em seus celulares, os adolescentes batalham pela melhor foto já tirada entre si. Os juvenis regem as teias das universidades, e os professores sofrem em silêncio, outros causam o sofrimento. Esse é o vulto básico da minha atual realidade, e eu não gosto de impor politica nisso pois é algo em que me subconsciente tem nojo de encostar (mentira, hipocrisia), pois então tudo que se faz presente na minha realidade momentânea, será descrito aqui, sem muitas irrealidades, apenas como minha pobre vivência..."

"Recicle seus eletrônicos!! Produza menos lixo, consuma produtos orgânicos, acredite no potencial da boa vontade. Vá com calma, mas também não pare, faça tudo mas não faça tudo, seja realista mas não perca a sua ambição. Essa é, A realidade que você jovem, que já não vê graça em viver, deve viver."

O que é isso que você escreveu, seu esquisito? Entendo isso como o novo método de viver e conviver, transcrito pela dominância tecnológica na democracia e do patriarcado já transcrito como eterno nas mentes mais pessimistas, mesmo que o esforço igualitário feminino já tenha evoluído mais em um século do que um país já foi capaz como nação concreta. Muito do atual pessimismo vem também da atual ignorância, advinda do mais alto que o conhecimento humano chegou, e como a facilidade de ter acesso a esse conhecimento foi má manegado para que agora, a maior chance da humanidade prosperar foi direto para o ralo, onde muitos vislumbres de triunfo se encontram, como o iluminismo, a democracia grega e o socialismo de mãos dadas com o trabalhismo. O meu papel aqui é pessoal, é apenas suprir os julgamentos que tenho a necessidade de fazer sobre a minha própria realidade, e assim me deixar um pouco menos atordoado, então não espere soluções aqui (como já pontuei em outro momento).

Jornal diário da cidade de São Paulo: Magnus Heilfield, escritor britânico de meia nacionalidade brasileira, em entrevista com o jornal CNN Brasil, comenta atrocidades e acontecimentos que observou em sua visita a cidade de São Paulo para uma sessão de autógrafos no Ibirapuera, confira:

    "-Semana passada, diante dos confins de São Paulo (pólis do café), passei por uma situação curiosa em um supermercado, onde uma moça de idade avançada conduzia agressivamente o que até então, me soava como uma reclamação direta contra uma jovem, que dividia uma lata de refrigerante ainda no caixa  do estabelecimento, com quem eu acreditava ser seu namorado. Aparentemente, para aquela senhora, era intolerável que o consumo de produtos que você ainda não pagou fosse permitido assim tão facilmente. E a jovem repetia por cima das falas agressivas da senhora de maneira esbaforida: "Mas a moça que está me atendendo permitiu, senhora, mas que inferno!" e mais um monte de sons de indignação que um homem velho e com terceirização da língua local como eu é incapaz de entender completamente. A moça que reclamava ferozmente sobre o ato da jovem continuou a reclamar até que eu fosse embora do supermercado, o que fiz questão de fazer em alta velocidade, pois odeio conflitos públicos. Mas em alguns momentos eu cheguei a ouvir da senhora, coisas como: "Eu sou formada em direito civil, eu sei muito bem quais são as leis do meu país, eu vou advertir o gerente desse lugar! Alguns sons irônicos de indagação agressiva*". E isso me soou muito curioso, pois mesmo atualmente, a versatilidade das leis ornamentais (que pra mim soa óbvio, leis são muito ornamentais) não é bem aceita, e principalmente pelas pessoas mais velhas. Eu concordo que leis mais sérias devem de ser seguidas a risca, como o Art 121. Mas convenhamos, Rodrigo (Entrevistador), em uma rotina cotidiana, todos nós contornamos muitas leis entre nós mesmos, muitas vezes com a permissão de quem ressalta as leis em determinados locais, como foi o caso da atendente da jovem, que permitiu o consumo da bebida antes dela ser paga. - Eu não tenho tanta liberdade para dizer o tanto que concordo com isso, Magnus, por conta do meu trabalho, mas tenho uma linha de pensamento completamente conectada a sua, diz Rodrigo. - Pois então, é de senso geral esse fato, mesmo que inconsciente. Não cabe em meus dedos quantas vezes atravessei uma rua vazia fora da faixa de pedestre, pois estava atrasado. Ou das vezes que me esquecia da carteira, e o motorista do ônibus me permitia subir sem pagar o ticket de viagem. Então assim, Rodrigo, é necessário ser conjugal com essas manipulações leves das nossas limitações, e temos muitos exemplos disso sendo feito em cargos políticos com manipulações bem mais sérias, mas sem nenhuma consequência, não é mesmo. Se é que me entende, haha."

Têm quem concorde com muito do que foi disso nesta entrevista, por Magnus H., no entanto, internautas produziram grande barulho nas redes sociais sobre o fato, proclamando que "leis são leis, e quem se encontra do lado oposto delas, devem estar do lado de dentro das grades". E você? O que acha do posicionamento?

Afinal, vocês sabem muito bem que nós, daqui de cima, nos importamos muito com o que você pensa da vida alheia, não é mesmo, seu otário. 


M.



Richard Caton Woodville, War News from Mexico






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