Estou Difundido

Um desgraça é uma felicidade regida por muita confiança, amanhã a desgraça da tristeza recomeça porque você decidiu alimentar ela hoje. E assim a diante até você se enrolar em uma bola de desgraça. A vida é uma bola de desgraça? Talvez seja. 

Tive recentemente uma semana de férias longa e dolorosa. Eu precisava descansar, mesmo, mas o tédio e ociosidade fazem do descanso para mim impossível! Eu preciso da porra da correria mínima para pregar os olhos e dormir meia dúzia de hora. As vezes nem isso. O cansaço é uma pauta de competitividade entre as pessoas, como se elas se orgulhassem, e acham que o cansaço é proporcional a quantidade de merda que você se enfia durante as horas úteis. Porra nenhuma, hoje eu acordei às 6 da manhã como todos os outros dias e nem estava cansado, não chegou ao meio-dia e eu exalava o cheiro do ódio. Sendo que o máximo que fiz foi olhar demais para umas moçoilas meia boca. Enfia seu cansaço no cu. E as necessidades, elas estão diminuindo ultimamente, não quero mais nada direito e a banda toca e eu vou fingindo competência. Ninguém é competente por si só, talvez eu seja, ou não. E as notícias? Um rico aleatório dono de empresa meteu um golpe de estado na Bolívia por conta própria porque os pauzinhos não mexeram de acordo. Elon Musk é o que é e nada mais, um rico entediado com ideias demais. 


Ultimamente me prendi em vontades básicas, ler, ouvir só uma música. Não quero falar com ninguém,  ou sair para algum lugar. Apesar de ter me enfiado em alguns planos contra mim mesmo. O complexo do não quero, mas e se? Djavan aos fundos e Charles Bukowski na mão, um desgraçado e um que só conheço a voz.

Uma semana merda.

— Mas ainda é terça-feira!

Foda-se! Começou uma merda.



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Mulirim


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