Minhas sinceras atenções a urbana e selvagem... Vida

Andando pela cidade vemos de tudo, histórias terminando, almas em etimia, algumas alegres, poucas mas sim algumas estão. Você olha em uma janela de um prédio gasto, a luz acesa e alguém assiste a um filme, os olhos baixos e o pijama no corpo. São 17 da tarde e a cidade começando a nos dar uma folga barata, pontos sendo batidos e menos um maço de cigarro em algum bar de esquina. A boemia funcionando a partir do crepúsculo, a sina da cidade são sempre os bares, convenhamos que seria sombrio demais se os bêbados só existissem cambaleando em divisões de calçada e rua. Há algum tempo até que o último pão da padaria seja vendido, e aqueles da cesta sejam jogados no lixo, cambaleei em uma rachadura da calçada enquanto olhava uma garota estranha de cabelos cacheados derrubar seu livro de autoajuda, logo são as chaves como sempre. As 23 o cabo 24 caiu da beliche, o 59 riu mas o ajudou a levantar, mais tarde irão se assumir as famílias, um dos irá apanhar do pai, mesmo tendo 21 anos. Aquele caramelo da rua escura não terá arroz e feijão no pote de margarina, então vai abandonar aquela casa e ir para a próxima. Alguém passou no sinal vermelho e não viu a garrafa no chão, o plástico amassa e os pombos avoaçam nas ruas, há um cobertor cinza em padrão tartã em uma árvore de formato v, um mendigo terá sorte logo logo. A senhora tropeça no paralelepípedo solto, o bêbado ri e resmunga algo em voz arrastada, uma corda de violão estoura e um tapa é dado no rosto de uma esposa. As siglas "rfg" em uma porta de alumínio de uma banca. — o que será que significa? Quem se importa... Minha música pausou de novo, fone tá tirando. Queria um quatro queijos agora. O farol atinge seus olhos na esquina e um Palio tocando funk no último volume aparece, a leve brisa de erva saindo pela janela junto do braço do motorista. Sincero seja aquele "vai se fuder Julia" no muro da concessionária, tem uma garrafa de Heineken embaixo, logo um melancólico urina dentro dela depois de perder o último metrô. O balanço urbano nunca acaba, a próxima saia vai levantar e outra pessoa vai pedir pra entrar por trás no ônibus até o terminal, acrescente aquele detalhe no dia de um mendigo e converse com ele enquanto vai trabalhar ou estudar, dê 2 reais a ele. E se exigirem ajuda em um problema, ignore, se você tem um problema comigo é problema seu. Não esqueça do desodorante. — Muri™

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