Andrew Bird E O Murilo Tá Na Maldas
Perdoem-me a divergência, mas a vida não se torna mais interessante tão fácil para mim, nada muda e nada me obriga a voltar aqui.
Sinto as mesmas coisas, vivo igualmente; ainda escutando compulsivamente e vivendo lentamente. Certa vez nos últimos dias senti aquela sensação que todos sentimos em certos momentos (frase mal construída), a distração mais efervescente das distrações, a carência monogâmica.
— Aqueles malditos olhos fixados, no canto da sala e seu cabelo chanel me pegaram ferozmente. Seus olhos abertos que expõem claramente o desinteresse no professor de Sociologia (a aula sobre culturas em particularmente foi ótima em meus olhos, ingrata garota do cabelo chanel).
Não me leve a mal, eram 07:00 da manhã e ninguém está preparado para autocontrole a essas horas, principalmente quando se trata de uma bela mulher. Entretanto meus olhos a belas mulheres se restringiu desde a última experiência, a visão se encurtou e não vejo muito além de alguém com quem desbravar os prazeres, e nada mais.
As empoeiradas estantes da biblioteca andam me apoiando ao tédio, não é muito, dicionários, enciclopédias ou literaturas brasileiras, até mesmo as aventuras criminais de Agatha Christie, são ótimas companhias quando a porta do presídio se encontra mais trancada do que nunca, na falta de arma de fogo se usa cadeados e fechaduras. É um lugar deserto, silêncio mesmo que ao lado do refeitório, o barulho de lá é menos imprudente.
Não seja precipitado ao que pensar desta postagem, o único e agora esclarecido objetivo é apenas me suavizar de minhas últimas semanas, sendo como sou, mudanças de rotinas tomam completamente meus pensamentos e o ontem meio que foda-se (completamente na verdade). A insônia permanece, a melancolia e a cafeína; o desinteresse, tudo em seguimento apenas em ocasiões atípicas do antigo típico.
Sabe, a alguns dias meu porteiro do turno da tarde veio a minha porta entregar um documento, eu estava ouvindo Andrew Bird, um artista aproposito que recomendo fortemente, link no fim dessa molestagem de tempo alheio. Mas enquanto eu assinava a prancheta o porteiro me pergunta sobre a música que ele tanto gostou, após a pergunta eu escrevi o nome do artista no canto da prancheta e o acenei com a cabeça. Ele saiu interessado e ansioso por uma nova discografia, e essa ocasião me causou uma sensação que não sentia a algum tempo, o prazer em complementar uma vida, dar um novo sumonou conhecimento, ou apenas uma música. Sempre gostei de acrescentar a vida alheia, é um prazer que faço sem esforço, e a ocasião explicada me produziu momentos de satisfação por alguns dias, e isso me mostrou como sou estritamente pobre em inconstâncias de rotina, sentimentos e convivência.
Inconstância é importante em certos aspectos e momentos, então você meu amigo, sinta-se confiante em fazer aquele momento inoportuno que as vezes lhe ocorre, essas anomalias da constância podem se englobar em um futuro alívio a sua angústia, e subitamente você chegará a mesma conclusão que eu sobre si mesmo.
És medíocre e indecente à constâncias, seja soberbo em desfazer do comum e viva até mesmo as incongruências da vida, elas são feias mas até mulheres feias tem as bucetas
que você tanto gosta.
— Muri

Comentários
Postar um comentário