A Eterna Fuga do Meu Eu
Em certas ocasiões, percebo que sou carregado por uma constante vontade de ser ninguém para ninguém, de apenas me excluir e se restringir a mim mesmo em meu próprio mundo. Casos onde não posso ficar na companhia apenas de mim mesmo por escolha, essa energia de solidão que me carrega se desgasta, descarrega. A exaustão pós intenso contato com tantas pessoas é inconcebível, minha mente dói angustiantemente enquanto a alma luta contra as dores do passado. O mundo vem à tona quando não se tem energia para se proteger de você mesmo. da sua própria mente, e isso o corroe como um fungo entre sua floresta de pensamentos, seus demónios se rebelam, seus pecados o controlam, a felicidade não tem e nem exige forças, e sua diretriz psicológica é desconectada da tomada cruelmente.
E agora? Quem sou eu a não ser a versão mais sincera da minha alma vazia? Os cabos de meu corpo ventríloquo finalmente são expostos, tudo que criou quem sou hoje voltam do passado de forma tão dramática quanto esse próprio texto.
E ninguém pode ajudar, você está lutando contra você mesmo, basta sentar e aproveitar a guerra mais angustiante que alguém pode presenciar, uma guerra mental, suas emoções contra seus pensamentos, sua vontade contra as ideias. Uma mente jovem infestada por negatividade e sofrimento, o fungo o domina a muito tempo, só desperta de vez em quando. E isso, de tudo que existe, meu fungo é o que mais me dá medo. Eu tenho pavor a mim mesmo, e minha vida será correr de mim mesmo. Para me salvar do meu próprio eu.
Eu sou meu maior medo, meu maior erro e minha maior fraqueza. No fim, eu devo temer a mim mesmo, pois tenho tudo que pode me fazer contorcer de joelhos pedindo por misericórdia.
Eu sou o meu próprio fim...
— 𝑀𝑢𝑟𝑖𝑙𝑜, 𝑖𝑛𝑓𝑒𝑙𝑖𝑧𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑐𝑜𝑚 𝑚𝑢𝑖𝑡𝑜 𝑝𝑒𝑙𝑎 𝑓𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒.

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