Viver é o Caralho, Me Deixa

Talvez seja em momentos de reflexão solitária que e minha dor de torna tão a flor da pele e alma. Terminar uma bebida sozinho, levantar-se no silêncio com a mente em total caos, enfiar as mãos nos bolsos quanto visita cômodo por cômodo e revive, sente e entende cada dor e trauma que se passa dolorosamente como uma lista escrita com amargura e com força na caneta. Você caça uma forma de enterrar seus pensamentos longe o suficiente para se ver apenas o que está a sua frente, mas nunca funciona. Você checa a hora agoniado como se estivesse prestes a ir em algum lugar, mas sua vida não tem rumo para onde irá? Todas as ações, pensamentos, decisões e desejos não te leva a lugar nenhum. Você não deseja estar em lugar nenhum, não quer nada.
Apenas nada.
Um vazio existencial parcialmente físico no peito, todas as manhãs e todas as noites que fecho meus olhos. É agonizante viver isso todo santo dia, com pessoas sabendo disso e mesmo assim fingir que se importa com as coisas pois se não tudo ficará mais difícil. A sinceridade machuca os cegos, o que você sente não importa, nem o que você quer. Desejo afundar minha mente em um travesseiro de calmaria, como um mar com ondas baixas e águas escuras, sem pessoas, sem ideias, dores e amarguras.

Deitar ao luar no fim do horizonte e esperar a morte riscar seu nome da lista. O descanso que tanto saciei enfim chegou, e do que irei me despedir? De mim mesmo, por não ter tomado essa decisão o mais cedo possível...


— 𝑀𝑢𝑟𝑖𝑙𝑜.



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