Às Sextas-feiras
Sexta-feira de manhã é uma parte muito única da semana, é a véspera da farra, o início de dia da semana, que é um pouco deprimente, e ao mesmo tempo uma manhã quieta que em breve será dominada pela sede de acabar logo com a exaustão da semana. Entretanto quando se acorda na véspera da manhã, e no fim da madrugada, as coisas soam "diferente" do costume, a cidade está acordada e dormindo ao mesmo tempo, se sente no ar a felicidade de amanhã ser sábado mas hoje ainda ser sexta-feira, trabalhamos e estudamos ansiosos, chegamos em casa ao anoitecer e relaxamos, é realmente um alívio este dia, independente do que nos espera na semana seguinte. No frio de inverno essa aventura, para mim, particularmente, se torna muito mais especial. Tempos gelados e mórbidos como são no inverno me alegram, me mostram a verdadeira vontade de levantar da cama mesmo sem nenhum motivo, não me importo de estar coberto por camadas de roupas, não mesmo. E tendo em conta que é mais um motivo para bebidas quentes e músicas depressivas, fácil assim eu sou completamente representado por um momento existencial, a frieza e tristeza mais natural que pode nos atingir. Em companhia da chuva isso se torna muito mais intenso, são como as lágrimas que descem pelo rosto no chuveiro, disfarçando seu sofrimento. Em dias de chuva é a mesma coisa, a vida se torna menos colorida, vivida e movimentada, o que camufla perfeitamente minha triste personalidade. Enfim quando a noite de ânsia finalmente chega, o momento que a depressão saliva nossa mente ao som de Radiohead ou City and Colours. A hora que a escuridão fria nos pega, e não quer largar nunca mais.
—𝑀𝑢𝑟𝑖𝑙𝑜.

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