A Amiga Eterna — A Música

Sempre estivemos lado a lado com a música, em festas ou sozinhos, no banho ou em um encontro de amigos. E caso nós prestarmos atenção nesses momentos que a música nos acompanha, é evidente que há uma versatilidade na música que muitos demoram para sentir. É como um relacionamento íntimo, sempre teremos um amigo, mas também teremos alguém para olhar no fundo dos olhos e desfrutar de tudo que ela pode nos proporcionar (se é que me entende.). Com a música nunca foi diferente, ela nos torna conectados em uma conversa social, compondo um momento único entre pessoas problemáticas ou perdidas. Entretanto, ela, a música, está com você quando não há nada por perto, no momento íntimo, na conversa entre você e ela, onde ela nós apresenta um sentimento, e nós retribuimos com a apreciação do mesmo. Como um grupo fundamentalmente importante para nós, a solidão, melancolia e a música andam juntos a muito tempo, como um trio armado com verdades e ideais que caso corretamente interpretado, pode nos demolir emocionalmente, sem nenhuma empatia se quer, a empatia só é útil para quem se encontra na mesma dor que você, caso esteja fora disso, é no máximo uma tentativa de conforto. Valorizar estes momentos que ela está presente para nós, vale o mesmo que agradecer um amigo por sua companhia, ou como pagar um trabalhador por fazer um bom trabalho. Não é apenas uma música, é um artista, uma composição que conversa com os mais sombrios e internos demónios que nós compõem, e como um momento raro, podemos conversar com esses demónios cara a cara. Sinta-se livre para julgá-los, eles o criaram, conhecer sua origem é mais humano que sexo por prazer e álcool. Cuide-se meu amigo, o mundo lá fora pode ser duro, mas ninguém está sozinho quando há música. –Murilo.

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